Pura diversão!

Tinted Windows (Divulgação)

Tinted Windows (Divulgação)

Eu sempre acho interessante quando integrantes de uma banda decidem realizar algum projeto paralelo ou mesmo gravar um álbum solo. A idéia do artista se afastar do que está fazendo constantemente e expressar sua criatividade de uma forma diferente sempre contribui para o próximo trabalho de sua banda ficar mais rico. Outro motivo que me interessa bastante em “trabalhos paralelos” é a oportunidade de ver um artista pelo qual me interesso trabalhar com pessoas diferentes e mostrar outros lados de seu trabalho.

Este é o caso de Tinted Windows, um “supergrupo” que reúne músico de diferentes bandas, fazendo fazer um pop-rock bastante descompromissado. O mais curioso da banda são os integrantes que a compõe: Taylor Hanson (vocais), James Iha (guitarra), Adam Schlesinger (baixo) e Bun E. Carlos (bateria).

Se você passou a década de 90 com os olhos grudados na MTV, como eu, então ao menos dois desses nomes chamou sua atenção. Taylor Hanson, tecladista e vocalista (e “irmão do meio”) da banda de teen pop Hanson; e James Iha, o caladão ex-guitarrista dos Smashing Pumpkins. A banda ainda é completa por Adam, da banda de power-pop Fountains of Waine e Bun E. Carlos, baterista do Cheap Trick.

A banda se formou com base em duas colaborações: Taylor e Adam se conheceram durante a década de 90 e se tornaram amigos. Sempre que se encontravam eles comentavam que gostariam de “fazer algo juntos”. Por outro lado, James e Adam já colaboravam em diversos projetos por anos, desde que suas bandas fizeram uma turnê juntas.

Os três começaram a conversar sobre a idéia de gravar músicas que misturasse a voz de Taylor com guitarras, em um espírito rock n’ roll. Entre os diversos nomes de influências para o som da banda, surgiu Cheap Trick e, então, veio a idéia de convidar o Bun E. Carlos para assumir a bateria.

James, Taylor, Adam e Bun. (Divulgação)

James, Taylor, Adam e Bun. (Divulgação)

Uma das características mais interessantes da banda é, exatamente, ver os músicos em mundos diferentes daqueles em que estamos acostumados. A voz de Hanson se encaixou perfeitamente nas músicas, da mesma forma que Iha mostra um lado completamente diferente daqueles que estamos acostumados. Tudo isso, envolto por uma atmosfera do mais sincero pop-rock da década de 70, pontuada perfeitamente por quem faz isso desde então, a bateria de Carlos.

As letras são muito simples e dialogam de forma perfeita com o descomprometimento que o som da banda reflete. Garotas, amor e relacionamento são os temas abordados nas músicas, sempre contando com refrões chiclete que vão fazê-lo querer, imediatamente, cantar junto com eles. Em abril, eles lançaram um álbum bastante enérgico e que, apesar de combinar elementos de cada um dos integrantes, soa diferente do que eles já fizeram.

Álbum de estréia da banda.

Álbum de estréia da banda.

Eles estrearam com um show no festival South by Southwest (SxSW) que acontece anualmente em Austin, Texas. Para, no mês seguinte, lançar seu álbum homônimo nos EUA. Confira algumas músicas do álbum e da apresentação que a banda realizou no SxSW.

Kind of Girl – a primeira canção de trabalho da banda, com versos que ficam na cabeça. Não se surpreenda se, após ouví-la, você sair cantando “woah-woah”.

Messing with my Head – esta música tem um bom refrão, no qual Taylor mostra sua voz, junto aos backing vocals de Adam. A música foi lançada como segundo single da banda.

Dead Serious – na minha opinião, a melhor música do álbum, ela pode ser considerada uma balada, pelo tempo mais devagar e o tom um pouco mais suave. A guitarra de Iha faz um tema interessante ao longo do refrão, dialogando de uma forma interessante com a voz de Taylor.

Tinted Windows não é uma banda que vai mudar o mundo, nem ao menos ser uma marca permanente no mundo do pop. Como bem definiu Jon Chattman, na introdução da entrevista que fez com Taylor Hanson para o jornal The Huffington Post:

Imagine if Chewbacca left the Millennium Falcon on good terms in favor of hanging on the Enterprise with Cpt. Kirk. Sure, the Wookiee would have a blast and would likely lead the Starship to great things, but ultimately, one would sense he’d miss his pal Han Solo and head back home. That’s sort of what happened to Taylor Hanson. Far-fetched, non-sensical intro aside, the musician has had an awesome run of late fronting pop rock supergoup Tinted Windows but this fall he’s rejoining his brothers Zac and Isaac for a new Hanson tour (a new album’s on the way).

Além de ter a interessante referência a Star Wars no comentário, uma coisa que me atraiu no texto foi exatamente a idéia de que a banda é para ser algo temporário, nada de excepcional (não vai conquistar grandes feitos), mas com certeza, vai divertir e empolgar. E é exatamente isso que eles apresentam: um álbum agradável de se ouvir, ideal como trilha sonora para uma festa de um filme adolescente.

http://www.myspace.com/tintedwindows
http://www.tintedwindowsmusic.com/

~ por Fábio Gianesi em setembro 9, 2009.

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